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Cotidiano 03jun2020

5 perfis de mulheres negras para entender sobre racismo estrutural

Nos últimos dias um tema extremamente importante tem gerado debates e posicionamentos no mundo todo através de redes sociais, jornais e outros meios de comunicação: o racismo estrutural que ainda é presente na vida da população negra no mundo inteiro. São denúncias, protestos, relatos e índices que só comprovam que o tema precisa ser entendido […]

Nos últimos dias um tema extremamente importante tem gerado debates e posicionamentos no mundo todo através de redes sociais, jornais e outros meios de comunicação: o racismo estrutural que ainda é presente na vida da população negra no mundo inteiro.

São denúncias, protestos, relatos e índices que só comprovam que o tema precisa ser entendido e discutido com consciência e urgência em todas as esferas da sociedade e novas práticas adotadas para que consigamos caminhar para a tão sonhada equidade racial. Afinal, no Brasil, a população preta e parda representa, segundo o IBGE, 54% de todos os brasileiros. 

O Brasil é o país com a maior população negra fora do continente africano, onde essa população movimenta 1,7 trilhão na economia segundo o instituto Locomotiva. Então, por que será que os negros ainda são os que têm os salários mais baixos, as condições de moradia mais precárias, menos acesso à saúde e educação de qualidade e são os que mais morrem vítimas de violência policial?


(+) Veja também: 4 livros escritos por mulheres negras para ler em 2019


Listamos 5 mulheres pretas que vivenciam diariamente – assim como toda a população negra – a luta contra o racismo. São ativistas e representantes da causa em diversas áreas e produzem conteúdo no YouTube, Instagram e Blogs que ajudam a entender onde o racismo começa historicamente e onde ele reflete nas diversas camadas da sociedade, como: escolas, mercado de trabalho, em instituições religiosas, na política, na moda, no movimento feminista e em tantos outros setores. Veja a seguir:

Igi Lola Ayedun  @igiayedun

 

A artista visual de 29 anos retrata através da arte, moda, comunicação e educação diversas frentes que fomentam o protagonismo do artista preto em diversos ambientes elitizados e majoritariamente brancos. Em seu Instagram, ela posta diversas frases, imagens e obras visuais que trazem provocações e reflexões da sua vivência e a existência afro-diaspórica no mundo. Clique aqui para ver suas obras mais recentes e entrevista.

Nátaly Neri @natalyneri


A Youtuber de 25 anos, moradora de São Paulo movimenta um canal no Youtube com mais de 27.538.635 visualizações que fala sobre temas como raça, gênero, veganismo e consumo consciente. Um de seus vídeos mais famosos fala sobre colorismo, o que é ser negro no Brasil e a questão da autodeclaração parda que até hoje gera diversas discussões. 

“Esse canal fala sobre raça, gênero, sociedade, sustentabilidade, slow living, amores, beleza, e tudo o que uma jovem interessada em melhorar sua vida e a realidade ao seu redor poderia se interessar. “

Clique aqui e acesse um dos vídeos mais visualizados sobre o tema de consciência racial.

Gabriela Oliveira @gabidepretas


A carioca Gabi, como é conhecida pelos seus seguidores do canal dePretas, é formada em comunicação social pela UFRJ atua em uma das campanhas da ONU e movimenta seu canal com mais meio milhão de seguidores no Youtube e Instagram com temas ligados ao empoderamento da mulher negra, beleza e comportamento. Conhecida por carregar leveza e descontração em suas falas sempre convidando a uma reflexão sobre temas raciais e ascensão da cultura negra no foco de suas narrativas. Convidada para palestrar no TEDx Talks em 2018, Gabi questiona o papel do negro nas mídias e as narrativas que costumam acompanhar. Clique aqui e assista ao vídeo no TEDx.

Alexandra Loras @alexandraloras

 

A jornalista, ativista e ex-consulesa da França, Alexandra Loras, é nascida na França e vive no Brasil desde 2012. Desde que chegou ao país Alexandra se tornou referência em pautas como racismo, diversidade e igualdade e luta pela conscientização das instituições que é necessário mais negros ocupando cargos na comunicação e exercendo mais representatividade. Na recente entrevista ao canal CNN Brasil, Alexandra expõe a urgência de se ter negros no jornalismo e na televisão e relata que um dos jornalistas da CNN, Willian Waack, foi demitido de uma emissora por acusação de racismo e permanece protagonizando debates sobre manifestações antirracistas. Em seu perfil do Instagram Alexandra Loras trás diversos materiais e ilustrações para quem tem dúvidas de como contribuir no combate à discriminação racial. Veja o seu perfil clicando aqui.

Ana Paula Xongani @anapaulaxongani

 

A mãe solo, creator, apresentadora no canal GNT e empreendedora, Ana Paula Xongani possui uma marca de moda afro e cria conteúdos que falam e exaltam a identidade negra. Xongani usa suas redes também para retratar uma camada adicional ao racismo onde mulheres de pele mais escura e tamanhos grandes não são representadas pelas marcas de beleza e cosméticos. Em uma de suas denúncias ela relata que recebeu um presente de uma marca de cosméticos com itens de maquiagem que não contemplava seu tom de pele e que isso é seria o reflexo da invisibilidade da mulher de pele mais escura no Brasil. Seu canal do Youtube conta com diversos vídeos falando sobre o tema e diversos outros ligados à representatividade e negócios.

 

Podemos não saber o caminho, mas dar voz a quem sofre diariamente com o racismo, já é o primeiro passo para exercer a empatia e mudar atitudes que colaboram com o racismo estrutural nos pequenos detalhes. Acreditamos que todos nós podemos fazer parte dessa construção de uma sociedade mais justa e mais igual para todos! 

Lygia Anthero

15 min.
03jun2020
Cotidiano

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