Trabalho 14fev2018

Por que muitas pessoas não conseguem trabalhar de manhã?

Você é um daqueles que tem dificuldade para acordar cedo? Então saiba que, apesar de ser visto com maus olhos por algumas pessoas, o hábito de dormir até mais tarde está ligado diretamente à nossa genética e ao modelo de trabalho dos nossos antepassados. Ou seja, a briga que você tem com o despertador todas […]

Você é um daqueles que tem dificuldade para acordar cedo? Então saiba que, apesar de ser visto com maus olhos por algumas pessoas, o hábito de dormir até mais tarde está ligado diretamente à nossa genética e ao modelo de trabalho dos nossos antepassados. Ou seja, a briga que você tem com o despertador todas as manhãs pode ser explicada pela genética do seu corpo.


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UMA QUESTÃO MILENAR
O ramo que estuda o nosso relógio biológico é a cronobiologia. A maioria das pesquisas nessa área aponta que o que determina se você vai acordar às 6h da manhã, cheio de disposição para fazer exercícios físicos, ou ao meio-dia é o seu cronótipo (ou ritmo natural, em uma linguagem mais coloquial).
A grande responsável por estabelecer esses ritmos diferentes para cada pessoa é a melatonina, o hormônio responsável por regular o sono. Em pessoas “normais”, ela começa a ser produzida por volta das 21h e atinge o pico de produção no final da madrugada. Com isso, é possível estar desperto e disposto logo de manhãzinha. O problema é que esse processo pode começar mais tarde dependendo de cada pessoa, fazendo com que muita gente não se entenda com o próprio corpo ao acordar cedo.
Além da questão biológica, também existe o histórico social. Desde o advento da agricultura, os ritos de trabalho passaram a ser definidos pelo nascer do sol. Os trabalhadores precisavam acordar muito cedo para aproveitar ao máximo a luz do dia e, assim, ter uma colheita mais proveitosa.
Hoje, passados mais de 10 mil anos desde o surgimento das primeiras civilizações agrícolas, nossa sociedade continua funcionando com um padrão muito parecido. Lojas, escolas e órgãos públicos, só para ficarmos nos exemplos mais práticos, abrem suas portas bem cedo e funcionam no modelo “das 08h às 18h”.

A SOCIEDADE B
Em 2006, foi criado na Dinamarca um movimento que reúne pessoas com ritmos biológicos alternativos. A chamada Sociedade B busca encontrar soluções para uma rotina social com horários mais flexíveis e ajudou a popularizar, por exemplo, a criação de turmas B nas escolas, que iniciam as aulas apenas depois das 10h da manhã.


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Os estudos da cronobiologia apontam que uma em cada quatro pessoas é “B”, o que mostra que iniciativas como essa não são o reflexo de casos isolados. É o espelho de um mundo pós-industrial que está em constante transformação. No século 19, a sociedade era organizada em padrões bem delimitados de classe, trabalho e família. Essa estrutura social rígida era capaz de abrigar sem muitos problemas o sistema de cargas horárias fixas, mas as revoluções pelas quais a humanidade passou desde então abriram espaço para a flexibilidade desse modelo.
Some a isso o fato do mercado de trabalho hoje procurar cada vez mais por valores imateriais, como a criatividade e a inovação. Isso cria um cenário de competição global, com a valorização dos modos de vida e rotinas profissionais alternativas. Horários flexíveis são parte fundamental dessa mudança, já que as grandes empresas precisam dos seus colaboradores trabalhando nos horários de maior produtividade.
A Bacardi, que tem um faturamento anual de quase 5 bilhões de dólares, oferece flexibilidade total de horário para os funcionários, desde que sejam cumpridas oito horas diárias. A Bosch, que possui quase 14 mil funcionários no Brasil, adota práticas parecidas, com turnos administrativos que começam a cada duas horas e a possibilidade do trabalho totalmente remoto para algumas áreas da empresa.
Já a PWC, uma das maiores prestadoras de serviço do mundo, vai um pouco além. Ela possui um programa de flexibilidade próprio, chamado Flexmenu, que permite aos funcionários, através de um sistema de compensação de horas, escolherem os dias da semana em que preferem trabalhar
Movimentos como esse são parte de uma mudança cultural, que mais cedo ou mais tarde vai acabar atingindo toda a sociedade. Uma das políticas do Nex como coworking é funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir que cada coworker possa definir por conta própria o melhor horário para trabalhar.
E você? Acorda cedo até nos fins de semana ou faz parte da sociedade B? Conta pra gente nos comentários.


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15 min.
14fev2018
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