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Dicas práticas para não cair nas fake news

Em Cotidiano por Nex CoworkingFaça um Comentário

Fake news é o termo da vez. Com as eleições chegando, a preocupação com as notícias falsas está cada vez maior. Seja pelo Whatsapp ou Facebook, o fato é que grande parte dos brasileiros está exposto a informações imprecisas ou efetivamente falsas. O conceito de fake news consiste na distribuição proposital de publicações com informações comprovadamente falsas ou boatos através de sites e amplamente disseminadas pelas redes sociais.

 


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A corrida presidencial entre Donald Trump e Hillary Clinton em 2016, nos Estados Unidos, já mostrou que as fake news podem ter um impacto decisivo na escolha de representantes.  No Brasil, vimos o fenômeno acontecer, recentemente, durante a greve dos caminhoneiros, que teve como principal veículo de divulgação o Whatsapp. A deputada Marielle Franco também foi vítima de boatos inventados após sua morte.

No mês passado, o tema voltou à tona, mas trouxe um lado até então pouco debatido: a censura. Após o Facebook anunciar que desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil que faziam parte de uma rede de desinformação, o Movimento Brasil Livre (MBL) afirmou que vários de seus coordenadores tinham sido afetados. A rede social disse que a rede era coordenada e se ocultava com o uso de contas falsas, o que viola as normas da comunidade. Para o MBL, a exclusão das páginas é um ato de censura do Facebook para boicotar os conteúdos produzidos pela direita. Após a decisão, membros do movimento acamparam em frente a sede do Facebook em São Paulo pedindo provas para tal ação.

Em decorrência das fake news, outro termo entrou em pauta: o fact-checking. A checagem de fatos consiste na análise do nível de veracidade das informações disseminadas no espaço público. Os maiores jornais do mundo entraram nessa lupa e apoiam o movimento de apuração ainda mais rígida das informações. No Brasil, temos algumas agências especializadas em checagem de fatos. As principais são a Agência Lupa, pioneira no país, a Aos Fatos e a Agência Pública. Essas organizações são apoiadas pela International Fact-Checking Network (IFCN), que tem como propósito o compromisso com a transparência.

Em junho deste ano, a Justiça Eleitoral iniciou a ação de combate às fake news nas eleições presidenciais de 2018 com ordem judicial para o Facebook determinando a retirada de posts considerados falsos sobre a pré-candidata Marina Silva. A ordem veio de Sérgio Banhos, um dos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a corte ainda estuda como será a atuação dos órgãos oficiais na campanha que começa, oficialmente, no dia 16 de agosto.

 


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Enquanto isso, o Facebook confirmou em maio o lançamento de um programa de combate às fake news no Brasil. Em parceria com as agências Aos Fatos e Agência Lupa, o projeto avaliará as postagens denunciadas como falsas por usuários do Facebook. A agência Aos Fatos lançou em julho a @fatimabot, robô desenvolvida para verificar a circulação de notícias falsas no Twitter. Além dessa, outras iniciativas estão sendo criadas, como o curso “Vaza, Falsiane!”, promovido pelos professores de jornalismo Ivan Paganotti (Fiam-Faam), Leonardo Sakamoto (PUC-SP) e Rodrigo Ratier (Faculdade Cásper Líbero), em São Paulo. O objetivo é instruir jovens e adultos a fim de que tenham as ferramentas corretas para analisar as informações de forma consciente e responsável.

Para ajudar na diminuição das fake news, elencamos algumas dicas práticas para não cair nas armadilhas:

> Checar antes de compartilhar

Nada de encaminhar as correntes no Whatsapp sem antes checar se a informação está correta. Não tem fonte, por exemplo? Não repasse! O aplicativo facilita a disseminação de notícias, já que uma mensagem pode ser enviada em grupos com centenas de pessoas ou individualmente de forma muito simples — mas nem sempre os dados são verídicos. Antes de compartilhar, cheque!

> Priorizar sites confiáveis

O hábito precisa ser criado: sempre que ler uma matéria, é importar analisar quem foi que a divulgou — em especial se tiver dados exagerados e polêmicos. Existem milhares de sites que dedicados apenas a disseminar notícias mentirosas, então é preciso estar atento. A dica mais simples é procurar sites confiáveis para verificar se aquela informação está correta. É preciso se atentar para sites que imitam o endereço eletrônico de veículos da grande mídia — outra estratégia comum aos disseminadores de notícias falsas.

> Buscar a fonte original

A notícia fala de uma nova lei? Procure o texto original! Tem dados impactantes e marca a fonte? Procure os dados diretamente nela. Em alguns casos as informações não são exatamente incorretas, mas equivocadas, portanto é importante buscar os dados brutos para entender se faz sentido.

> Conferir a data

Pode parecer uma dica muito simples, mas em meio a tantos textos muitas vezes passa despercebida. Alguns sites, inclusive, não disponibilizam a data de postagem do texto — uma boa razão para ficar atento. Informações antigas e ultrapassadas podem confundir a análise da situação atual.

> Ler a notícia completa

Os títulos das notícias podem confundir a informação real. A razão é simples: as manchetes têm um determinado número de caracteres e é preciso maximar a mensagem para atrair a atenção (e os cliques) dos usuários. Por isso  é importante ler a notícia completa para analisar todas as questões que envolvem o assunto e se o título condiz com o conteúdo.

 


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> Pesquisar nas agências especializadas

Os políticos adoram recitar vários dados enquanto fazem seus discursos. 80% disso, 92,5% daquilo e assim por diante. Mas dificilmente eles decoraram todas aquelas porcentagens, então é melhor checar antes de sair repassando os números para os amigos. Quem pode ajudar nesse sentido são as agências de checagem de fatos, que atuam justamente para analisar os dados divulgados por nomes de peso no país. A Agência Lupa, por exemplo, categoriza as informações entre oito etiquetas: verdadeira; verdade, mas; ainda é cedo para dizer; exagerado; contraditório; insustentável; falso e de olho. Hoje, diversos jornais contam, também, com editorias específicas para fact-checking.

> Características duvidosas de fake news

Segundo cartilha divulgada pelo Conselho Nacional da Justiça (CNJ), em outubro passado, textos com muitos adjetivos e falta de fontes são características comuns nas notícias falsas.

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Agora, toda vez que receber mensagens no grupo da família ou dos amigos, já conhece o procedimento padrão. Você já acreditou em uma fake news ou identificou que se tratava de uma notícia falsa?

 


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Sobre o Autor
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